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Família diz que jovem foi vítima de tentativa de execução em Santo Antônio da Platina
Massa News
15.ABRIL.2018

A família da empresária Jeniffer de Freitas Vieira, 22 anos, não tem dúvidas de que ela foi vítima de uma tentativa de execução na noite de quinta-feira (12), quando chegava a sua casa na Vila Claro, em Santo Antônio da Platina. Segundo os parentes, a motivação para o crime estaria relacionada a interesses comerciais por parte de um concorrente de Jeniffer que atua na área de call center (telemarketing).

Na noite do crime, Jeniffer foi surpreendida por um atirador no portão de sua casa. Ela estava em uma motocicleta, e foi atingida por três dos seis disparos efetuados pelo criminoso do interior de Citroën C4 Pallas. Os tiros acertaram o tórax e abdômen da empresária, que passou por cirurgia e se recupera das lesões sem risco de morte.

Na tarde de sexta-feira (13), a mãe e o irmão de Jeniffer prestaram depoimento sobre o caso na 38ª Delegacia Regional de Polícia. Marilza de Freitas, 53, mãe da empresária, citou outro crime em que foi vítima no início do ano passado, o qual, segundo ela, estaria associado à tentativa de homicídio sofrida por sua filha na noite de quinta-feira. Já o irmão de Jeniffer, Bruno de Freitas Vieira, 33, contou, sem citar nomes, sobre ameaças que teria recebido desse mesmo empresário do ramo de telecomunicação para quem ele trabalhou até pouco tempo atrás. Segundo Vieira, as ameaças teriam ocorrido em função de supostas interferências de sua irmã nos negócios de seu ex-patrão.

No crime ocorrido no início de 2017 o qual a mãe de Jennifer se referiu, dois homens armados invadiram sua casa (a mesma que sua filha foi baleada na quinta-feira) a procura dos celulares da empresária. Os criminosos levaram os aparelhos e um carro da moradora, que foi recuperado pouco depois pela polícia. “Abandonaram o carro sem mexer na minha bolsa que estava no banco traseiro. Nela havia documentos e dinheiro, mas nada foi levado pelos bandidos. O objetivo deles era levar os celulares que continham informações importantes sobre a empresa da minha filha que interessavam a seu concorrente”, afirma Marilza Freitas.

Outro fato que reforça a suspeita da família em relação à autoria do crime são as ameaças sofridas por Bruno Vieira, irmão de Jeniffer. “Fui gerente dele (empresário) durante cinco anos, e depois que a minha irmã abriu sua própria empresa ele me disse por mais de uma vez que só não faria mal a Jeniffer em razão de eu trabalhar para ele. Pedi a conta na empresa em dezembro do ano passado, e quatro meses depois ela foi vítima de tentativa de homicídio”, salienta Vieira.

Medo

A mãe e o irmão de Jeniffer temem pelas próprias vidas e a da empresária, que permanece internada sem previsão de alta médica. A família informou que está deixando a cidade por questões de segurança, mas que irá continuar atuando no ramo de telemarketing (vendas por telefone) mesmo diante às ameaças e tentativas frustradas para desistirem do negócio.

Colaboração tanosite

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