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CRÔNICAS


Dilema!
Ela estava debruçada na carteira com o rosto sobre as mãos, em lágrimas. Me aproximei dela e perguntei o que havia acontecido? o que a levara a chorar dessa maneira? "Eu não sou ninguém!?; ?Não sirvo para nada!
28.FEVEREIRO.2016

Dilema!

Um dia cheguei na minha sala de aulas, logo após o recreio, e encontrei somente uma aluna. Primeiro eu achei estranho a sala estar vazia, pois se tratava de aula normal; depois, naquele dia, havia um trabalho que deveria ser feito pelos grupos antecipadamente nomeados.

Ela estava debruçada na carteira com o rosto sobre as mãos, em lágrimas. Me aproximei dela e perguntei o que havia acontecido? o que a levara a chorar dessa maneira? “Eu não sou ninguém!”; “Não sirvo para nada!”, persistia em seu choro e nas pessimistas colocações. Eu, pacientemente, insisti no porquê de tantas lamúrias. Mesmo assim ela não parava de chorar nem de se autodiminuir.

Fui rapidamente a orientação e pedi ajuda à pedagoga. Ela veio comigo, e chegando na sala, encontrou aquele quadro, digamos, deprimente. As perguntas se repetiram, também as respostas, e não se chegava a um denominador comum, ou seja, não sabíamos o porquê de tanto “chororô”.

De repente, ela, a aluna, começou a falar: “toda classe combinou de fugir na aula do professor para não ter de fazer o trabalho proposto para hoje.” Está indo bem, dissemos, continua. “Foi saindo um por um e eu fiquei cuidando se vinha o inspetor de alunos, alguém da coordenação ou o professor”. E ai, o que aconteceu? Por que você também não fugiu? Perguntei. Ela, com aquelas enormes lágrimas nos olhos respondeu:

 “Eu sou muito pequena e não consegui pular o muro!”

 
 
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