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Homem preso em operação da Polícia Civil em Ibaiti esclarece porque comprou celular roubado
Redação
08.MAIO.2019

Espingarda calibre 36 apreendida pela Polícia Civil na residência de Antônio Rodrigo de Paula Rodrigues (foto: Polícia Civil)

Antônio Rodrigo de Paula Rodrigues de 33 anos preso na manhã de segunda-feira (06), na sua residência, em frente ao terminal rodoviário de Ibaiti, em uma operação da Polícia Civil de Sengés, Arapoti e Jaguariaíva em posse de uma espingarda calibre 36 e um celular roubado na cidade de Sengés contou que o aperelho celular foi comprado de "boa fé" da pessoa de Wagner José Leite (31), que foi preso no mesmo dia, acusado de matar um idoso de 60 anos na propriedade rural de Ouro Verde no município de Sengés, Campos Gerais do Paraná, no mês de fevereiro.

Antônio Rodrigo falou que adquiriu o celular usado no valor de R$ 600 reais. O rapaz contou também que ao negociar o referido aparelho, no ato da compra, perguntou a Wagner sobre a procedência,  afirmando ele que estava tudo normal e que o celular teria procedência e não tinha nada de irregularidade.

Após negociar a compra, Antônio Rodrigo pagou a quantia de R$ 200 reais à vista, e o restante com um cheque no valor de R$ 400 reais que já foi sustado mediante elaboração de boletim de ocorrência policial, devido a origem ilícita do celular. O rapaz alega que foi induzido a erro em adquirir o produto de origem ilícita, tendo investigação policial oriundo da comarca de Sengés.

Antônio Rodrigo esclare ainda que não tem envolvimento com a pessoa de Wagner, tampouco, envolvimento no crime  de subtração  do celular ou qualquer outro crime praticado por ele naquela localidade. Ele disse para a  reportagem que vai responder pela receptação por ter acreditado em uma pessoa cujo grau de parentesco (cunhado)  o fez ser enganado, pois não sabia suas atitudes ilícitas, tampouco,  ser acusado de algo que não cometeu, sequer, foi coator ou participe.

"Sou pessoa de bem, honesta, trabalhador, e responderei pelo ato de ter adquirido um celular cujo a procedência ficou comprovada ser de origem ilícita, mas, no ato do negócio entre eu e a pessoa de Wagner não consegui identificar tal pendência, e pagarei pelo erro de ter confiado em suas palavras" disse.

"A forma com que foi divulgado as notícias está me causando enormes transtornos e prejudicando minha vida profissional e pessoal, pois pessoas maldosas fazem comentários a parentes e amigos, chegando muitos a me ligarem fazendo inúmeros questionamentos, pois tentam vincular minha pessoa ao crime ocorrido na cidade de Sengés. Reafirmo que sequer sei o que houve naquela localidade, não tendo portanto nada com o ocorrido" completou.

Antônio Rodrigo disse também que pagará pelo seu erro de ter adquirido um produto cuja origem foi identificada de ilícito penal, mas não pode pagar pelo erro de outras pessoas, sequer ser relacionado ao que outro pessoa cometeu.

"Formalizarei boletim de ocorrência contra eventuais comentários que venham a denegrir minha imagem por fatos que não devo,  afirmando ainda que para a justiça prestei todos os esclarecimentos devidos, e que já estou com minha vida em situação regular e em liberdade, cuidado de minha família e trabalhando normalmente" concluiu.

Antônio Rodrigo não explicou porque possuia em sua casa uma arma de fogo sem registro. 

A reportagem entrou em contato com o delegado Pedro Dini Neto, chefe da 37ª Delegacia Regional de Polícia de Ibaiti.

O delegado contou que Antônio Rodrigo de Paula Rodrigues foi autuado em flagrante pelos dois crimes: "Posse de Arma" e "Rececptação Dolosa" que segundo o Art. 180 do Código Penal descreve:. Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte.

O delegado falou também que não arbitrou fiança ao suspeto porque no somatória das penas dos dois crimes ultrapassou 4 anos de reclusão, por isso manteve a prisão até a audiência de custódia peerante ao juízo que ocorreu na tarde de mesmo dia.

Durante  audiência de custódia no Fórum, o suspeito foi liberado, mas vai responder a inquérito policial em liberdade pelos dois crimes (posse de arma e receptação dolosa).

Na mesma operação que prendeu Antônio Rodrigo de Paula Rodrigues, os investigadores prenderam também Wagner José Leite.

Wagner foi preso pelos policiais acusado de matar um idoso de 60 anos na propriedade rural de Ouro Verde no município de Sengés, Campos Gerais do Paraná, no mês de fevereiro.

Os agentes encontraram na casa de Wagner, na Rua da Mina Velha (antiga Rua do Matadouro), dois revólveres calibre 22 e 32, ambos municiados.

Contra Wagner havia um mandado de prisão pelo crime de latrocínio expedido pela justiça de Jaguariaíva.

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