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Detector de metais no Fórum constrange advogada
A Rede
08.JULHO.2018

A dificuldade de acesso ao Fórum de Ponta Grossa fez a advogada Sarah Virgínia Teixeira da Costa de Moraes se sentir agredida em suas prerrogativas profissionais na tarde desta quinta-feira (5/7). Com quase dez anos de atuação profissional, sempre em Ponta Grossa, ela conta que vai frequentemente ao Fórum.

No episódio que lhe rendeu constrangimento, Sarah Virgínia foi barrada pelo sistema de detecção de metais em sucessivas tentativas de entrar no Fórum. “Como havia estado lá pela manhã, tirei o casaco e, sem sucesso, também o sapato. O alarme continuou disparando. Em seguida, tive de explicar ao segurança que não teria como tirar o sutiã, cujo modelo inclui hastes metálicas. Entrei no Fórum descalça. E também tive a bolsa revistada”, explica.

Diferença

Para a advogada, o problema não é a revista e o cuidado do acesso em si, mas a rispidez e diferença de tratamento que se estabelece. “As juízas não têm as bolsas revistadas e, mesmo quando a alarme sonoro do sistema é acionado, entram no prédio sem maiores dificuldades. Por isso, me senti agredida em minhas prerrogativas. Afinal, como advogada, tenho papel igualmente importante na administração da justiça. O Fórum é meu local de trabalho”, argumenta. Transtornada, Sarah acabou deixando de ir à audiência que teria na cidade de Palmeira, no fim da tarde.

Para o presidente da OAB Paraná, José Augusto Araújo de Noronha, a diferença de tratamento é afronta às prerrogativas. “Desrespeitar uma advogada que comparece ao fórum para desempenhar as suas obrigações profissionais, fazendo com que seja submetida a constrangimentos é inadmissível. Vamos pedir ao Tribunal de Justiça do Paraná providências para treinamento dos funcionários terceirizados (respeito às prerrogativas profissionais). Também solicitaremos que somente mulheres façam a revista nas advogadas. Outras medidas serão estudadas e certamente a situação merecerá um desagravo público contundente”, destacou Noronha.

 
 

 

 

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