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A Depressão, não é frescura, a depressão paralisa, a depressão mata. Entrevista especial com o Terapeuta, Dr. Dario Antonio Suarez, no marco da Campanha Setembro Amarelo
Mariza Oliveira/InformePolicial
09.SETEMBRO.2019

A depressão é uma doença que atinge cerca de 300 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, segundo cifras estimadas, 5,8% da população sofre algum grau de depressão, doença que afeta aproximadamente 11,5 milhões de brasileiros. Segundo os dados da OMS, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina e o segundo com maior prevalência nas Américas, somente superado pelos Estados Unidos de Norte América, onde quase 6% da população tem algum transtorno depressivo.

A depressão não deve ser confundida com tristeza, que é um sentimento normal. A tristeza é sinal que algo não está bem, mas é um sentimento que pode ser transformador, embora muita gente não consegue lidar bem com ele. A depressão, é outro conceito, consiste em uma doença que paralisa e que em muitos casos o final é trágico. A depressão é consequência da interação complexa de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Indivíduos com histórico de vivenciar situações adversas tais como desemprego, luto não elaborado, trauma psicológico, etc., tem mais riscos de ser depressivos. Explica o Dr. Dario Antonio Suárez em entrevista concedida a Mariza Oliveira do Informe Policial.

MO: Gostaria de iniciar perguntando sobre dois conceitos que com frequência são confundidos. O que é tristeza e o que é depressão, qual é a diferença entre elas?

DASS: Pergunta Interessante, que permitirá melhor entendimento do assunto que hoje analisaremos. A tristeza é um sentimento normal que faz parte da vida psicológica de todo ser humano. A tristeza é sinal que algo não está bem, mas é um sentimento que pode ser transformador, embora muita gente não consegue lidar bem com ele. Por outro lado depressão é um estado patológico, uma doença paralisante e que em muitos casos o final é trágico.  Existem diferenças bem definidas entre estar triste ou depressivo. A tristeza tem duração limitada, é temporária; enquanto a depressão afeta a pessoa por longos períodos de tempo. Geralmente nos sentimos tristes por algum fato negativo que vivenciamos, mas isso não nos limita, não nos impede de reagir com alegria ante qualquer estímulo agradável, qualquer situação positiva. Já a depressão provoca sintomas como desânimo e falta de interesse por qualquer atividade, impede a pessoa de ter prazer em momentos que antes eram prazerosos, traz muitas dúvidas, medo, insegurança e pensamentos negativos. É um transtorno que pode vir acompanhado ou não do sentimento de tristeza. A depressão pode levar ao desespero, ao alcoolismo, ao suicídio. A doença interfere muito nas atividades cotidianas, ao contrário da tristeza.

MO: Existe muita confusão para reconhecer o que é tristeza e o que é depressão?

DASS: A confusão parte das próprias expressões “ando meio deprê”, “hoje estou depressivo”, que passaram ser parte da linguagem popular usado cotidianamente quando não nos sentimos alegres. As pessoas também associam muito a depressão como doença ao sentimento de tristeza. No entanto, depressão é mais do que tristeza, se polariza para o vazio, para a angústia, irritabilidade e desespero. A depressão tem muitas faces.

MO: A Pessoa depressiva está rodeada de um halo de preconceitos, tem uma possível explicação para esse fato?

DASS: Sim, depressão está coberta por um grande véu de preconceitos, poderíamos explicar esse fato, levando em consideração que ainda há a crença errônea de que só fica deprimido quem é fraco, quem não tem caráter, quem não tem responsabilidades para com os outros, ou quem gosta de simular doenças. Muitas pessoas são do critério que só o doente tem a capacidade para sair da depressão, porque é um problema só inerente a ele; que depende de sua vontade. Eu gostaria de dizer que depressão não é frescura, depressão é uma doença que mata. O indivíduo depressivo deve ser conduzido, levado até um profissional ou equipe de profissionais capacitados que ofereçam todo o suporte que a pessoa necessita. Quem se encontra deprimido não tem, muitas vezes, motivação e energia para procurar ajuda espontaneamente. Muitas vezes o estado de apatia própria da doença, não permite que o paciente enxergue sua realidade e fica indiferente a ela.  

MO: Quando diz que “o paciente não enxerga sua própria realidade”, está dizendo que ele não reconhece que está adoecendo?

DASS: Infelizmente, sim.  Em geral, o indivíduo com depressão reconhece que está sendo afetado por algo, que estão acontecendo mudanças em seu estado de humor, diferente das outras experiências de tristezas vividas. Comumente relacionam seu estado com um mau momento, com uma situação determinada que marca negativamente sua vida, geralmente mente escutamos dizer: “hoje não estou bem, mas já que passa” sem dar-se conta de que estão sendo afetados por uma doença que tem tratamento, capaz de melhorar sua qualidade de vida. Os familiares e amigos mais chegados podem identificar o comportamento do deprimido pela mudança de atitudes, o indivíduo depressivo deixa de ser quem era, deixa de ser alegre, disposto e se aprecia nele uma queda do desempenho pessoal em todas suas esferas, passando a agir e reagir de um jeito muito diferente do acostumado.

MO: Habitualmente com quais sintomas se apresenta a depressão?

DASS: A depressão tem um quadro sintomático complexo, podendo se apresentar de diferentes formas – Depressão clássica ou maior, Transtorno depressivo persistente, Transtorno disruptivo de desregulação do humor, Transtorno afetivo sazonal, Depressão pós-parto, Desordem disfórica pré-menstrual, Transtorno bipolar, Depressão psicótica, etc. - são muitos os sintomas que podemos identificar. Talvez o mais evidente seja o humor depressivo, que se caracteriza por tristeza e melancolia, falta de ânimo e de disposição, inquietação, problemas de concentração para tomar decisões, incapacidade de sentir prazer em atividades habitualmente agradáveis, alterações do sono e do apetite, pensamentos negativos, desesperança, desamparo, autoestima baixa. Muitas pessoas referem que apesar de estar aparentemente tudo bem, não conseguem ser positivos, que os aspectos negativos de qualquer situação assumem mais importância do que os positivos. De fato, a depressão provoca uma distorção na visão de si mesmo e do mundo.

MO: É verdade que as mulheres sofrem mais de depressão que os homens?

DASS: A mulher ao longo de sua vida transita por diferentes processos hormonais, como por exemplo: o início dos ciclos menstruais, a gravidez, o parto e, por último, a menopausa, o que implica alterações na produção dos hormônios sexuais e torna a mulher mais vulnerável a diferentes doenças incluindo a depressão. Tanto é assim que no período da gravidez, do parto e do climatério, a depressão ocorre com maior frequência. Após a menopausa, a relação da incidência entre homem e mulher tende a ser igualada, pois nessa fase as flutuações hormonais femininas cessam, embora a menopausa seja também um período de risco de depressão para as mulheres. E que se relaciona com a perda da capacidade reprodutiva e com as mudanças derivadas da declinação dos hormônios sexuais.  Por outra parte, nos homens, a depressão é mais frequente nos adultos jovens, por isso é, que o pico da incidência da doença ocorre dos 18 aos 30 anos.

MO: As crianças também podem sofrer de depressão? 

DASS: Sim, com certeza, a depressão pode ocorrer em qualquer ciclo da vida, ao contrário do que muitos pensam. Esta doença sempre pareceu um mal exclusivo dos adultos, entretanto, dados estatísticos mostram que cerca de 2% das crianças e 5% dos adolescentes do mundo sofrem de depressão. A infância é a fase de diagnóstico mais difícil. Muitos casos passam despercebidos, pois os sintomas são atribuídos a características de personalidade da criança, e podem ser confundidos com malcriação, pirraça ou birra, mau humor, tristeza e agressividade. O que diferencia a depressão das tristezas do dia-a-dia é a intensidade, a persistência e as mudanças em hábitos normais das atividades da criança. Nesta faixa etária a depressão costuma manifestar-se a partir de uma situação traumática, tais como: separação dos pais, mudança de colégio, morte de uma pessoa querida ou animal de estimação, etc.

MO: Apesar do desenvolvimento tecnológico da humanidade neste século, por que a depressão, é uma doença tão difícil de curar?

DASS: Infelizmente é assim, e a explicação poderia estar na fisiopatologia da depressão. Podemos dizer que os estados depressivos são provocados por uma disfunção na bioquímica do cérebro o que ocasiona manifestações comportamentais. As reações da depressão no organismo são muito mais amplas do que as alterações de humor perceptíveis. Os sintomas da depressão ocorrem devido a alterações no processamento de informações e disfunções na transmissão de sinais entre neurônios, em diferentes regiões do cérebro, o que engloba desde a deficiência no nível de alguns neurotransmissores - serotonina, noradrenalina e dopamina - até alterações em níveis hormonais. Com menos "mensageiros", a comunicação entre neurônios fica prejudicada e também a regulação das funções desses neurônios. A partir daí, o corpo e a mente começam a padecer. A deficiência de neurotransmissores traz ainda a diminuição de substâncias protetoras dos neurônios, podendo causar inclusive morte de células cerebrais. Em condições normais, a quantidade dessas substâncias é suficiente, mas durante a crise de depressão ela cai consideravelmente.

MO:Na depressão existe um denominador comum que é o tempo para que o paciente sinta os benefícios do tratamento, assim como ao longo do tratamento; o que faz que muitos doentes abandonem o acompanhamento médico, psicológico, etc.  Como você aborda essa situação, como consegue fidelizar o paciente?

DASS: Essa é uma das grandes dificuldades que hoje enfrenta qualquer profissional relacionado com o atendimento de pacientes com depressão, de maneira geral existem duas situações diferentes; em uma o paciente percebe melhoria e abandona o tratamento, na outra o paciente sente que o “tratamento não está adiantando nada” e também o abandona, alias em ambos casos o paciente inicia a automedicação. De fato, os medicamentos habitualmente utilizados tem em média de 15 a 21 dias para iniciar a ação antidepressiva, em contraposição com os efeitos colaterais que são quase imediatos, essas duas condições dificultam bastante a adesão ao tratamento e faz com que o paciente tenda a abandoná-lo precocemente. Minha estratégia é simples, eu tento ser o mais claro possível para convencê-los de que vale a pena realizar o tratamento, que o processo de cura é longo, é complexo, que haverá momentos em que tudo parece estagnado, mas vale a pena suportar e persistir, se consideramos os riscos e o sofrimento que a depressão traz. Mostro-lhes que cada pessoa tem em sua genética o instinto de conservação da vida, sempre peço ajuda aos familiares do paciente, ensino eles a conviver com a depressão, peço que nunca desistam, que não sejam conformistas. Sempre coloco em prática este preceito: quando em uma família há um doente, trate a família toda, ou todos seus membros adoeceram.

MO: Como a família pode ajudar a pessoa deprimida, qual é o papel da família nestes casos?

DASS: A família desenvolve um rol importantíssimo no tratamento da depressão, uma vez que pode proporcionar elementos da realidade. Não se deve deixar a pessoa trancada no quarto o dia todo com as cortinas fechadas, nem deixá-la desrespeitar a necessidade de higiene e alimentação. O indivíduo depressivo precisa ser estimulado o que não significa levá-lo a compras ou pô-lo para fazer academia. Significa estimulá-lo de acordo com suas possibilidades de desempenho. Ninguém incentiva um paciente que acabou de ter um acidente de carro a andar pelos corredores do hospital. É importante respeitar as limitações que a doença impõe em cada momento.

MO: Como fica a dinâmica familiar, quando um de seus membros padece de depressão?

DASS: É uma situação complexa, onde as crises familiares, as particulares, as paranormativas, relacionadas com doenças e situações econômicas são muito frequentes. Geralmente a família se desestrutura bastante. A tendência inicial é querer ajudar o indivíduo a reagir. Como ninguém consegue, aflora um sentimento de frustração difícil de contornar. Por outro lado, como já falei no início da entrevista, uma série de preconceitos que rotulam a depressão como falta de vontade, defeito de caráter, etc. interferem negativamente. A mistura desses preconceitos com as tentativas infrutíferas de ajuda ao doente terminam por alterar as relações familiares. Além disso, deve-se considerar o impacto social e econômico que a doença pode representar para toda a família.

MO: Como devem ser orientados os familiares nesses casos?

DASS: Considero que oprimeiro passo é a informação. Todos, inclusive os pacientes, precisam saber o que está sendo feito, que riscos correm os doentes e a própria família, os benefícios do tratamento e o prognóstico a longo prazo.  É muito importante vencer o medo; de modo geral, os pacientes e suas famílias têm medo da doença mental, da loucura. Abordados esses temas, consegue-se melhorar o resultado do tratamento e as relações intrafamiliais.

MO: Depressão e suicídio são dois problemas relacionados? 

DASS: Podemos dizer categoricamente que sim. Suicídio e depressão são muito relacionados, mas é muito importante ressaltar que nem todas as pessoas que apresentam um transtorno depressivo têm o risco de cometer suicídio. Um paciente depressivo com risco de se suicidar manda uma série de sinais através do comportamento, mas que nem sempre são percebidos ou então não são levados a sério. Qualquer pessoa que tenha um agravamento muito severo de um quadro depressivo, a ponto de não querer mais viver, mesmo que não mencione se matar, é um candidato em potência ao suicídio. Se nessa situação falar que quer morrer deve ser levado a sério, pois muitos que ameaçam o suicídio realmente fazem a tentativa, às vezes não por vontade de se suicidarem propriamente, mas simplesmente por se sentir cansados de viver ou querer que o sofrimento termine. Apesar da angustia que as escolhas de se suicidar causam, normalmente os suicidas tomam a decisão com intuito ou esperança de encontrar alívio e ou uma nova oportunidade de sensações, ou com a vontade de não mais sentir ou viver aquilo que estava tão ruim e difícil. O suicídio hoje é um grande problema de saúde no mundo todo e o Brasil não escapa dessa realidade; é por isso que em 2015 foi iniciada a campanha brasileira de prevenção ao suicídio, conhecida como Setembro Amarelo. É uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O mês de setembro foi escolhido para a campanha porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, por iniciativa da International Association for Suicide Prevention. A ideia é promover eventos que abram espaço para debates sobre suicídio e divulgar o tema alertando a população sobre a importância do tema.

MO: A depressão é considerada uma doença crônica; conheço algumas pessoas afetadas por ela, e observei que muitas vezes o paciente tem períodos em que passa bem e depois volta a ficar deprimido. Isso implica tratamentos muito longos?

DASS: Infelizmente esta doença que hoje estamos analisando tende a ser recorrente em mais ou menos metade dos pacientes. Portanto, alguns pacientes precisarão tomar medicamentos durante anos e outros, pela vida toda com o intuito de prevenir a recorrência que muitas vezes tem um final fatal. Para esses pacientes, o uso adequado da medicação prescrita o acompanhamento psicológico e a utilização de modalidades de terapias integrativas e complementares são fundamentais para a adesão e sucesso do tratamento.

MO: Como poderiam ajudar as terapias integrativas e complementares no tratamento da depressão, quais são as modalidades mais efetivas?

DASS: As terapias integrativas e complementares abrangem qualquer área do ser, seu objetivo fundamental é o equilibro, visando os aspectos físicos até os mais abstratos relacionado com a fé e o autoconhecimento. A Naturopatia é sem dúvida uma abordagem terapêutica completa, por exemplo através da nutrição funcional, utilizaremos princípios ativos que estão no alimentos e que atuam no metabolismo a vários níveis e ainda no sistema nervoso, garantindo a homeostase - equilíbrio - natural do organismo. Podemos recorrer também a modalidades como a terapia ortomolecular e à fitoterapia. Obviamente que muitos são os oligoelementos - minerais -  relacionados com o bom funcionamento do sistema nervoso e muitas são as plantas com efeito antidepressivo. Assim, irei apenas mencionar um suplemento muito indicado na ortomolecular e uma planta utilizada na fitoterapia, e que infelizmente são usadas irresponsavelmente pois a maioria desconhece as contra-indicações e os efeitos secundários da mesma, estou-me referindo ao uso do precursor da serotonina, conhecido por 5-HTP (5-hidroxitriptofano). A serotonina regula o humor, sono, atividade sexual, apetite, ritmo circadiano, funções neuroendócrinas, temperatura corporal, sensibilidade à dor, atividade motora, funções cognitivas, etc. O Hipericão, também conhecida por Erva de São João (Hypericum perforatum L) é muito utilizada, na Europa e muito mais prescrita que a Sertralina e a Fluoxetina.   Esta planta tem realmente uma ação bastante eficaz. Agora o que muitos não sabem é que esta planta interfere a nível de um complexo enzimático (citocromo P450 no fígado) que pode tornar uma série de medicamentos ineficazes, tais como: certos antibióticos, contraceptivos orais, antidepressivos tricíclicos, anti-retrovirais, entre outros. O Reiki é muito útil na recuperação do paciente depressivo, não é invasivo é um excelente recurso no combate e prevenção à depressão. Ele promove limpeza dos nosso centros energéticos, diminuindo sintomas como apatia, tristeza, baixa autoestima e melancolia. Além de trazer maior autoconhecimento, saúde e bem estar em geral. É importante salientar que toda terapia baseada no holismo são ferramentas de grande valor na luta contra a depressão e suas consequências, mas não substituem o tratamento convencional, são práticas que se integram e complementam com a medicina convencional ou alopática. A depressão, não deve ser tratada por um profissional em particular, o paciente depressivo deve ser atendido por uma equipe multiprofissional que incluía, Psiquiatras, Psicólogos, Naturopatas, Terapeutas Ocupacionais, etc. 

MO: Gostaria de transmitir alguma mensagem para aquelas pessoas que sofrem de depressão?

DASS: Diga “eu quero viver”. Nunca desista de escrever um novo capítulo em sua vida! Se você está cansado e pretende parar de escrever a sua própria história, chegou o momento de parar e pensar. Esse sentimento ruim que você está sentindo é algo que pode acontecer com qualquer um de nós, mas somente quem nunca desiste de escrever um novo capítulo em sua vida é que poderá saber se está no caminho certo ou não. Assim como os escritores, comece a escrever, se não gostar daquilo que está lendo, apague e reescreva, só não pare de escrever nunca!

 

 
 

 

 

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